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É PRECISO DAR FORÇA À MOBILIZAÇÃO PARA UMA ENORME PARTICIPAÇÃO DOS PROFESSORES NA
MANIFESTAÇÃO DE 29 DE MAIO, (SÁBADO), EM LISBOA

· Porque no P.E.C. relevam as medidas que atacam os direitos sociais dos trabalhadores da administração pública, mas ignoram-se os efeitos muito negativos da fraude e da fuga fiscal, bem como do crescimento dos lucros dos responsáveis pela crise;
· Porque reclamamos horários e condições de trabalho adequados;
· Porque exigimos estabilidade no emprego docente;
· Porque queremos a abertura de vagas nos quadros das escolas e dos agrupamentos;
· Porque não é aceitável que não seja contado integralmente todo o nosso tempo de serviço;
· Porque somos defensores de uma gestão democrática das escolas;
· Porque o governo tem de garantir condições às instituições de ensino superior para uma efectiva estabilidade profissional, designadamente abertura de concursos (de acordo com o que se encontra consagrado no ECDU e ECDPESP);
· Porque é necessário que a profissão docente seja efectivamente dignificada.

A CRISE NÃO PODE SER PAGA SÓ E SEMPRE PELOS MESMOS!
BASTA! JUNTA-TE A ESTA FORÇA!

INSCREVE-TE, DIVULGA, MOBILIZA NA TUA ESCOLA!

Vamos voltar à rua!

SAÍDAS E HORÁRIOS

TRANSPORTE EM AUTOCARROS

DISTRITO DE AVEIRO

Aveiro – 10h00 – Pavilhão dos Galitos
Estarreja – 9h30 – Rotunda da A1

DIRECÇÕES DISTRITAIS
AVEIRO
Rua de Angola, 42, Lj B – Urb. Forca – Vouga,
3800-008 Aveiro
Tel.: 234 420 775 | Fax: 234 424 165
E-Mail: aveiro@sprc.pt

“Ele estacionou o carro numa colina com uma vista extraordinária sobre o Adriático.
– Senta-te ali! – ordenou-me, apontando para uma grande pedra.
– 1349 – iniciou.
– A Peste Negra – respondi. Eu sabia bastante de história, mas não conseguia perceber o que é que a peste negra tinha a ver com casualidades.
– Está bem – disse ele, mexendo-se. – Sabes certamente que metade da população da Noruega desapareceu durante a peste negra. Há algo a esse respeito que nunca te contei.
Quando ele começava assim, eu sabia que ia haver um longo discurso.
– Estás ciente de que tinhas milhares de antepassados nessa altura? – continuou.
Resignado, eu disse que não. Como seria isso possível?
– Cada um de nós tem um pai e uma mãe, quatro avós, oito bisavós, dezasseis trisavós, est. Se contares até 1349, serão muitos.
Concordei.
– E a peste bubónica surgiu. A morte alastrou de aldeia em aldeia e os mais afectados foram as crianças. Algumas famílias foram completamente dizimadas; noutras escaparam talvez uma ou duas pessoas. Muitos dos teus antepassados eram crianças nessa altura, Hans Thomas. Mas nenhuma delas sucumbiu.
– Como é que podes ter a certeza? – perguntei surpreendido.
Ele engoliu uma fumaça e disse:
– Porque estás aqui a contemplar o Adriático.
De novo apresentou um argumento inesperado que me deixou desarmado. Mas vi que ele tinha razão. Se um único dos meus antepassados tivesse morrido durante a infância, essa pessoa não teria sido meu antepassado.
– A hipótese de nenhum dos teus antepassados ter sucumbido durante a puberdade foi de um em muitos biliões – continuou e, a partir daí, as palavras saíram-lhe da boca sem cessar. – Não se trata apenas de peste negra, entendes? Na verdade, todos os teus antepassados cresceram e tiveram filhos, inclusivamente durante as grandes catástrofes naturais, mesmo quando a mortalidade infantil era enorme.[…]
– Estou a falar de uma cadeia contínua de casualidades – continuou o meu pai. – A cadeia reporta-se, com efeito, à divisão das primeiras células vivas em duas, dando origem a tudo o que cresce e nasce, hoje em dia, neste planeta. A hipótese de a minha cadeia não ter sido imterrompida uma ou outra vez ao longo de quatro biliões de anos era remota, mesmo inconcebível. Mas, como vês, escapei, Raios, consegui mesmo! Por outro lado, sei que sorte tenho, por poder gozar a vida neste planeta contigo. Cada pequeno habitante da Terra tem uma sorte enorme.
– E os que não tiveram sorte? – perguntei por meu turno.
– Esses não existem – gritou. – Nunca nasceram. A vida é uma enorme lotaria em que só são visíveis as cautelas vencedoras.”
Jostein Gaarder, O Mistério do jogo das paciências

[=http://www.scientificamerican.com/video.cfm?id=73066037001]

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Olá meninos!
Passeando pela net, encontrei a informação de que – esta semana – o Jornal de Letras iniciava a sua versão online.
Como não podia deixar de fazer, fui dar-lhe uma espreitadela e aconselho a visita a todos os que gostam de cinema, música, arte,… Basta clicar aqui e já lá estão!!!
Aproveitem a leitura e depois digam-me – na escola (ou aqui) – o que acharam deste jornal.

Questões pertinentes para serem respondidas pelos entusiastas desta vergonha de acordo
2010 Janeiro 8
tags: ecd, Fenprof, FNE, Isabel Alçada, modelo de avaliação, TRAIÇÃOby Tollwut
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Factos que esmorecem na memória, com a passagem do tempo:

– Até 2005 estava no 6º escalão numa carreira com 10 escalões. Em 2010 estou no 3º escalão numa carreira com 10 escalões!…
– Até 2005, já estava a mais do meio da carreira. Em 2010 sou colocado no início da carreira.
– Até 2005, tinha expectativa de atingir o topo da carreira em 14 anos. Em 2010, tenho a hipótese de não atingir o topo da carreira, e se conseguir, demoro 22 anos.
– Até 2005, dependia do meu desempenho profissional para progredir na carreira. Em 2010, dependo de vagas para progredir na carreira.
– Até 2005, poderia obter classificações superiores a Satisfaz, apenas dependendo do desempenho manifestado. Em 2010, dependo de vagas para classificações elevadas, independentemente de ter tido o desempenho para as merecer.
– Até 2005, tinha um contrato de nomeação definitiva (vulgo efectivo). Em 2010, perdi a vinculação com um contrato individual de trabalho por tempo indeterminado.
– Até 2005, tinha a garantia de ser sujeito a processo de exoneração apenas em casos devidamente fundamentados e comprovados. Em 2010, dependo dos humores de um(a) director(a) que usa uma grelha com itens pontuados de 1 a 10, da qual tenho de ter classificação igual ou superior a 6,5.
– Até 2005, tinha expectativa de possuir uma pensão de reforma com pelo menos 80% da remuneração. Em 2010, é uma incógnita se vou ter direito a uma pensão de reforma ou se a tiver, com não mais do que 60% da remuneração.
– Até 2005, tinha expectativa de solicitar a pensão de reforma até aos 65 anos. Em 2010, a expectativa é não possuir pensão de reforma ou só poder solicitá-la após os 68 anos.
– Até 2005, tinha a garantia jurídica de não ser perseguido ou sofrer represálias pelo que pensava ou opinava. Em 2010, o silêncio é de ouro.
– Até 2005, tinha 13 horas de trabalho individual. Em 2010, tenho 9 horas, excluindo as que são utilizadas em reuniões pós-laborais.
– Até 2005, recebia pelas horas extraordinárias que executava. Em 2010, não me pagam horas extraordinárias, trabalhando mais horas semanais quando faço substituições de colegas.
– Desde 1998 até 2008, não tive aumento real salarial, tendo inclusive estado congelado de 2005 a 2007, e perdendo vários anos de serviço.

Deste modo, alguém consegue explicar-me porque devo ficar satisfeito com um acordo obtido entre sindicatos e ME, que não soluciona nenhum dos factos mencionados em epígrafe?…
M.S. (texto recebido por e-mail)

Publicada por Octávio V Gonçalves
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