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Sem título

“A Ecofont

Todos os dias gastamos muitos papéis fazendo os nossos impressos. Além disso, gastamos também muita tinta e, segundo a SPRANQ agência de comunicação (Utrecht, Holanda), parcialmente sem necessidade. Por isso, a SPRANQ criou uma fonte nova: a Ecofont.

Uma ideia boa é sempre fácil: olhando a forma de uma letra, em quanto podemos reduzí-la sem que fique ilegível? Uma pesquisa testou vários formatos e teve o seguinte resultado: tirar círculos pequenos. Assim foi possível criar uma fonte que economiza 20% em tinta. A Ecofont pode ser baixada e usada gratuitamente.”

O tipo de letra pode baixar-se aqui.

Para instalar um novo tipo de letra:
1. Faça o download do tipo de letra que pretende adicionar e guarde-o numa pasta.
2. Clique em Iniciar; Painel de controlo;Tipos de letra.
3. Clique em Ficheiro; Instalar novo tipo de letra.
4. Clique agora em adicionar tipos de letra;escolha a pasta onde aguardou; clique nela.
5. Na Lista de tipos de letra, faça duplo clique sobre a pasta que contém a letra que quer adicionar.
6. Clique em adicionar.
E está terminado.

Milagre
00h30m

Esta coisa da humildade está a dar resultado. Os comentaristas comentam, os analistas analisam, os entrevistadores entrevistam e…nem uma palavra sobre o Freeport. O choque e espanto causado ao país pela súbita decisão do primeiro-ministro de passar a ser humilde ofuscou para planos remotos todas as outras questões definidoras de carácter em que ele está envolvido.

Que interessa o Freeport e Lopes da Mota, a licenciatura e as casas compradas a offshore, os primos e o DVD, quando temos em mão um prodígio que rivaliza com as aparições mais miraculosas? Sócrates teve agora a sua epifania. Foi preciso o pior resultado eleitoral na história do PS para a revelar, mas aí está. Morreu o Animal Feroz, viva o Animal Domesticado. Aleluia, que nasceu o novo homem, doce, cordato, simpático, sereno. “Hossana” grita o país em coro, maravilhado com o testemunho de humildade franciscana que agora transborda das suas comunicações e que, qual aura de beatitude, se está a alastrar, comunicando-se a fiéis e a infiéis, a jornalistas e políticos. Santos Silva, Silva Pereira e Luís Paixão Martins olham-no embevecidos e murmuram: “É tão humilde, não é?”.

Do sector privado ao público, do gentio da fértil OTA aos nómadas de Alcochete, todos dão graças como no “Sermão da montanha”; “Bem-aventurados os mansos pois herdarão a terra” ouve-se em coro quando o povo sobressaltado vê que o Animal Feroz partiu e em seu lugar serpenteia a mansidão dialogante. Estava tudo previsto. Foi inspiração súbita que levou os técnicos da assessoria de imagem a ter o ímpeto de correr para o Antigo Testamento e parar, siderados, em Isaías 65:25 onde se lê claramente: “E o lobo e o cordeiro pastarão juntos (em longas entrevistas, subentende-se) e o leão comerá palha como o jumento e (subentende-se) não haverá mais cenas embaraçosas”.

Nem no Parlamento. Nem à saída da Comissão Política. Nem quando o mais humilde dos repórteres abordar o novo José Sócrates e lhe perguntar se o haver mais um arguido no seu staff próximo é mau para ele, e o novo Sócrates, sorrindo docemente, responder: “Desculpe. Ser arguido é bom. Eu acho que todo o meu staff devia ser arguido.” De facto, a diferença é tão abissal que já nem precisamos de eleições. Já mudámos de governante. Ou melhor ainda. O governante mudou-se a si mesmo. Acabou-se o vociferante Orlando Furioso de Ariosto, destruído em autocombustão purificadora entre frémitos coléricos no Parlamento e estertores catárticos em estúdios de TV. Ficou-nos o Orlando Enamorato de Boiardo, suave, sério, intenso e sempre, sempre, terno.

Como é que podemos cometer o sacrilégio de ir buscar as turvas águas do sapal de Alcochete para enlamear o renascimento? Os vendilhões já foram escorraçados do templo. Fica-nos a nova era e a nova imagem que vai ser construída por santos profetas milagreiros, que já produziram santos milagres em África, onde Santos, em poucos dias e alguns milhões de petrodólares e gemas de sangue, passou de ditador a santificado líder eleito. Se conseguiram fazer isto, convencendo os africanos junto ao Equador que era preciso usar um grosso cachecol de lã com as cores do MPLA em pleno Verão Austral, como é que não hão-de convencer os portugueses a quem a fé nunca faltou nesta terra de prodígios?

Ontem foi em Fátima, hoje é na Comissão Política do PS e nas Novas Fronteiras e em Portugal, sempre houve crentes e crédulos.

in JN, Mário Crespo, 22-06-09

Professores unidos

Veja o vídeo.

Votar é preciso

votar
No Blogue (Re)Flexões, encontrei este post, e porque hoje é dia dedicado à reflexão, quero convidar os meus amigos a reflectirem comigo…
Transcrevo-o para aqui:

“Ao contrário do que afirma a propaganda governamental, ampliada pelos fazedores de opinião mais enfeudados ao poder, a abstenção não é nenhuma forma de castigar quem governa mal.

Basta pensarmos com atenção e verificaremos que os que aplaudem Pinto de Sousa (e ontem fizeram centenas de quilómetros enfiados em autocarros alugados pelo PS para compor um comício de fim de campanha) irão votar em Vital. Isso significa que quem se abstém não quer apoiar o governo.

Só que, como as contas apenas se fazem com os votos expressos, cada português que está contra Pinto de Sousa e não o expressa nas urnas, na prática retira um voto a um dos partidos da oposição e aumenta a percentagem eleitoral do PS.

Por isso, caro leitor, se o seu desejo é mesmo mudar de políticas só tem uma solução – amanhã vá votar e coloque a sua cruzinha no partido que lhe permita ter esperança de que mudar é possível.”

Embora depois deste livro Saramago já nos tenha presenteado com “O Caderno”, um livro com origem no blog “O caderno de Saramago”, achei interessante colocar aqui uma entrevista dada por José Saramago à TVE a propósito do livro “A viagem do elefante”. Espero que gostem tanto quanto eu gostei.

Encontra-se disponível na internet um dicionário de linguagem gestual. Nele é possível encontrar a tradução para diversas línguas, com vídeos exemplificativos.

Prémio Branquinho da Fonseca – Expresso|Gulbenkian

Até ao dia 29 de Maio 2009 estão abertas as inscrições para o Prémio Branquinho da Fonseca, iniciativa conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian e do Jornal Expresso, que tem como objectivo incentivar o aparecimento de jovens escritores de literatura infantil e juvenil.

O Prémio será atribuído a duas modalidades:

obras de literatura para infância
obras de literatura para a juventude

Consulta o aqui o regulamento e a ficha de inscrição.

- ÚLTIMA HORA –

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO:
M.E. CONDENADO TENTA, ABUSIVAMENTE, CONCLUIR
O QUE NÃO PODE

O Ministério da Educação, abusivamente, procura retirar da providência cautelar decretada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, cuja sentença o condena, conclusões que não pode.
De facto, o objectivo da providência cautelar requerida pelo SPRC/FENPROF era apenas um e foi alcançado: impedir o ME de continuar a enviar orientações para as escolas que criavam situações de desigualdade entre docentes, o que configurava uma inconstitucionalidade! Tudo o que, para além disto, seja retirado de apreciações manifestadas pelo juiz é abusivo, especulativo e não tem qualquer aplicação, porquanto não integra a parte decisória do acórdão que determina, e apenas isso, “que o requerido Ministério da Educação se abstenha de prosseguir no [seu] comportamento” que induzia os órgãos de gestão das escolas a incorrerem em actos geradores de situações de desigualdade entre docentes.
Se os docentes que não entregaram a sua proposta de objectivos individuais de avaliação podem ou não ser avaliados é de outro processo, sendo que são centenas os recursos a tribunal que estão prestes a ser interpostos, os primeiros já amanhã, na região centro, sob patrocínio dos Sindicatos de Professores. A par disso, há ainda que aguardar pelo resultado do pedido de fiscalização sucessiva e abstracta da constitucionalidade do modelo simplificado de avaliação, apresentado pela Assembleia da República ao Tribunal Constitucional, que poderá fazer cair todo o processo de avaliação em curso este ano.
Para a FENPROF, todos os professores, independentemente de terem ou não apresentado proposta de objectivos individuais (um direito que podem ou não exercer) terão de ser avaliados, caso o processo em curso não venha a ser suspenso. Uma posição que, para a FENPROF, se reforça com a decisão do TAFC de suspender as orientações do ME – sendo esta a única decisão constante da sentença que condena o Ministério da Educação –, pelas quais este fazia depender a efectivação da avaliação de uma abstracta “situação concreta da escola” a ter em conta pelos órgãos de gestão.
Se o ME tem outro entendimento, então a FENPROF desafia os seus responsáveis a assumirem oficialmente e não em comunicado a sua posição. Cá estaremos para, finalmente, avançarmos judicialmente contra quem, de facto, merece: o Ministério da Educação e não os Presidentes dos Conselhos Executivos, para quem aquele tinha sacudido responsabilidades neste processo.

O Secretariado Nacional

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